miko @ 15:00

Qua, 11/03/09

Se há coisa em que eu sou boa, e isto eu admito, é a observar quem passa. Num autocarro, numa paragem, na estação, ou simplesmente na rua. E há uma coisa que reparo, é que desde segunda-feira os transportes públicos andam impossíveis! Não sei se é do Sol e dá mais jeito ir de autocarro para todo o lado, não sei mesmo, mas a verdade é que desde Segunda-feira houve uma enchente nos transportes públicos e, eu que vinha sempre confortável e à vontade no autocarro, agora vou tipo lata de sardinhas. saio duma para me meter noutra. E parece que as pessoas insistem em ir a cheirar o sovaquinho umas das outras, e insistem também em não tomar banho, e depois com o sol aquilo frita e liberta odores indesejáveis. Alguém me compreende? Alguém passa por isto também todos os dias? Não estou a exagerar, há gajos e gajas que se lhes espremermos o cabelo conseguimos fritar batatas.

Outra coisa engraçada é a diversidade de pessoas que apanhamos em transportes: as velhotas, os imigrantes, os nerds (com óculos, aparelho, borbulhas e buço), as patricinhas (todas loiras, vestidas de igual by berska ou zara), e aqueles gajos que têm a mania que são gangsters mas que cheiram a refugado e quando abrem a boca há logo um acidente. Há também aquelas creches/escolas primárias que decidem levar os putos para um sítio qualquer mas em vez de alugarem um autocarro não, metem os putos todos no autocarro público, sempre é mais seguro. Por último também temos aqueles grupos com 30 turistas holandeses que decidem ir correr para Monsanto e por isso vão todos juntos, apertadinhos no autocarro, a cheirar o sovaco e a colarem-se às pessoas. E pronto, era só para partilhar convosco estas experiências. Se também as tiverem, força! Mandem para aí que é sempre bom debater estas questões filosóficas.




miko @ 12:34

Seg, 02/02/09

Hmmm chego à paragem, fumo um cigarro. O último do meu maço, graças ao stress com que ando já lhes perdi a conta. Quase no fim de matar o vício lá vem o dito cujo (autocarro) e é aí que reparo no outro dito cujo (o rapaz do autocarro). Um menino interessante, se calhar com os seus 19 ou 20 anos, bem parecido assim meio relax, costuma apanhar o mesmo autocarro que eu, por isso já tinha reparado qualquer coisita. Deixo-o entrar enquanto acabava o cigarro. Senta-se num daqueles bancos prioritários, virado para os bancos de trás. Achei estranho, normalmente senta-se sempre nos últimos, lá mesmo ao fundo, refundido do mundo. Entrei, fui lá para trás, sentei-me. Nunca se sentiram observadas? Pois, eu estava-me a sentir estranhamente observada, olhei, era ele. Olhos fixados em mim. Engoli em seco, olhei para a janela. Continuava a sentir-me observada, mas desta vez na minha cabeça porque ele estava a mandar uma sms. Agarrei nos apontamentos e pus-me a ler, ok a fingir. Olhei para ele, engoli em seco outra vez. Estava a olhar para mim. Que nervos! Baixei a cabeça, passado uns segundos voltei a olhar, ele olhava lá para fora, mas no momento em que olhei para ele desviou-se da rua e olhou para mim. Fomos assim o caminho todo. Levantei-me para carregar no botão. Sentia os seus olhos acompanharem cada movimento. Sentei-me. Os olhos dele pousaram. Chegando a paragem, levantei-me para sair, acompanhou-me com o olhar, olhei para ele e desviei a cara rapidamente. Saí. Já estava lá fora e o moço continuava a olhar. Olhei para ele, baixei a cabeça e ri-me. Não me consegui conter. Atravessei a rua, vi o autocarro passar por mim, e ele, à janela, de olhos postos na minha figura. Restisti e olhei-o nos olhos até o autocarro virar na rua seguinte. What'a hel???

 


sinto-me: intrigada
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miko @ 17:54

Seg, 10/11/08

Oh pá estou mesmo frustrada da vida. Eu sei que vou ter que lidar com pessoas, mais provavelmente, velhos. Sei que tenho de ser boa menina, bem educada e aquelas merdices todas. Pá ya, até aqui tudo bem, mas quando me faltam ao respeito, pá AAAIIIIIIIII FUJAM DA FRENTE!!

Então não é que ia eu muito bem no autocarrozinho em Lisboa, mais precisamente em Santos ou Alcântara já não sei bem, eu e a destrambelhada da R, as duas parvas muito sossegadinhas, quando de repente começamos a ouvir:
"OH MENINA OH MENINA"
Mas isto aos altos berros no autocarro. Feitas parvas olhámos as duas a ver o que se passava e era uma velha a olhar para nós, para MIM mais precisamente.
"OH menina feche lá a porra da janela que isto aqui não é a praia! Tá com calor vá pra a praia não vem pra o autocarro, isto na tá calor pra andar aí de janela aberta!Isto realmente, tão aqui com falta dar vai isto tudo aberto blablablablablabla..." E gritou pra lá uma data de merdas que eu não percebi.

OLHA O CARALHO MAS EU TENHO QUE LEVAR COM ISTO?

Claro que ficou toda a gente parva a olhar para mim e eu com cara de estúpida ainda respondi.
"Ah a senhora tá simpática hoje an?" E fechei a janela.

E o raio da velha ainda foi a refilar o resto do caminho, ela para um lado e eu para o outro. Mas custa alguma coisa ser bem educada? Fogo "Vá mas é chatear o Camões!"

 

P.s - A pedido da M. aqui está a foto das minhas argolas.

 

P.s2 - Não, eu não me esqueço de relatar o fim de semana surpresa que o Apêndice me fez.


sinto-me: raio da velha


miko @ 21:11

Qui, 30/10/08

E se eu vos dissesse que ontem tive a pior manhã da minha vida? Porquê? Então e se eu vos disser que deixei a minha mala no autocarro da carris com TUDO lá dentro? Lá o Código Civil eu não me importo, mas o meu telemóvel e a minha carteira com o meu dinheirinho e o meu cartaozinho e as fotografias do apêndice, isso importo-me!

Então foi assim:
Entramos no autocarro, aquele que apanhamos sempre em Algés para ir para a faculdade, vamos para os últimos cancos, sentamo-nos e eu ponho a mala naquele espaço que às vezes encontramos no último banco estão a ver? Numa das pontas,normalmente não há lugar, há um espaço que nunca percebi muito bem para o que servia, até à manhã de ontem! Conversa puxa conversa, nunca mais me lembrei da mala. Tocamos para sair, saímos, o autocarro arranca, entramos na faculdade, vamos a descer as escadas e ouve-se um berro "A MINHA MALA!!!!! ". Foi, a minha mala foi no autocarro, sozinha, para o Desterro. Claro que entrei em pânico, comecei a tremer, comecei a chorar, o meu cérebro pura e simplesmente congelou. A sorte foi que ali passam uns 10 autocarros e todos com intervalo de 5 minutos cada, pedimos ao motorista do autocarro que passou a seguir para, pelo rádio, contactar com o motorista do autocarro que tínhamos apanhado antes. Foi a meia hora mais longa da minha vida. Claro que faltei logo ao primeiro tempo, e eles ficaram comigo. Passados uns 15 minutos veio um senhor ter connosco, que trabalhava para a Carris, e disse-nos que a mala tinha sido encontrada e que teria que esperar que o autocarro saísse do Desterro e fizesse a volta inversa. Fiquei ali a morrer, a congelar, sem conseguir pensar na sorte que acabava de ter, apenas queria ver a minha mala, queria ver se não faltava nada.
Quando ao autocarro chegou, agarrei-me à minha malinha e jurei, JUREI que nunca mais iria pousá-la em nenhum sítio.
Sou uma borrada, eu sei.


sinto-me: com sorte
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miko @ 18:52

Qui, 05/06/08

Ihhh amanhã vem o principe encantado salvar a princesa do veneno das víboras e das garras daquelas monstras =) Devo referir um pequeno GRANDE pormenor: EU VOU AO BAILE DE FINALISTAS DA MINHA ESCOLA AHAHAHAHAHAHAH mas não pensem que me converti para o lado do inimigo, ná. Eu vou sobretudo para poder rir-me das pirosas e das bimbas e das queques que não queriam ir para o barracão só porque, passo a citar "não é chique, queremos algo mais glamouroso, afinal de contas é um baile de finalistas"

Oh minhas cabras, desde quando é que se importam com o sítio? Pensava que o que vos interessava era só a passadeira vermelha e os flashes apontados na vossa direcção... Estou para ver as lantejoulas, os cor de rosas choque e os verdes alface, e os saltos altos, please... Vou-me sentir mesmo bem, e o melhor é que o principe vai tar comigo ahahah.

 

Hoje aconteceu-me uma coisa esquesita. Fiquei sozinha na paragem do autocarro com mais um senhor de canadianas, que se virou para mim e me disse que gostava muito do meu estilo. Senhor vá, uns 20 e poucos anos. Enquanto o transporte não chegava falou-se de sermos diferentes e criativos e quem critica tem sérios problemas. E ele terminou com uma coisa que não hei-de esquecer, não porque foi bonito mas porque não percebi: "És muito autoritária e muito original para a tua idade" juro, juro, JURO que não percebi o que ele quis dizer com isso. Enfim, que culpa tenho eu de não gostar do que anda por aí, desculpem lá se gosto de ser à minha maneira.


sinto-me: bem
música: Amy Winehouse- You're wondering now

miko's

 

Porque não tenho de estar sempre bonita, jeitosa, radiante e sorridente.
Não tenho jeito para essas coisas!

 

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